Mochilão – Bolívia e Peru

Esses dias, saí sozinha por aí, com uma mochila nas costas, uma passagem de ida e o dinheiro contado na carteira. Há quem diga que isso não é para qualquer um, mas eu digo: é para qualquer um, sim. É para qualquer um que acredita que a vida é muito mais do que uma maçã mordida no celular e um jacaré microscópico na camisa.

Atravessei a fronteira dos preconceitos, dos medos e das inseguranças e visitei dois vizinhos, dois países andinos que faziam parte do império inca, onde a maior parte da população é de origem indígena e está à beira da pobreza.  A Bolívia é uma loucura, eu a chamo de ‘A Índia nas Américas’, apesar de ter uma população menor que a cidade de São Paulo, tem 37 línguas oficiais. O Peru é a menina dos olhos do império inca, a irmã mais abastada que tem fronteira para o mar.

Os dois juntos somam um mix infinito de diversidade, lá quanto mais alegórico, mais bonito é o veículo (e o item mais importante é a buzina), ter água encanada e banheiro é sinal de riqueza, nos mercadões as cores e os aromas se misturam às pessoas e aos animais.

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Passei três dias no Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo na companhia de três franceses, uma japonesa e um colombiano e descobri que somos nós quem vemos os limites entre o céu e a terra.

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Subi o cume do Chacaltaya, 5.300m de altitude, vagarosamente, com várias paradas no caminho e percebi que é olhando para cada pequeno passo que a gente dá em direção ao topo que vencemos o cume, e que não importa qual é a nossa colocação, mas chegar ao topo e ver o voo do condor.

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Observar por algum tempo o Lago Titicaca e não conseguir dimensionar a grandeza dele me fez ver que às vezes parecemos muito menor do que realmente somos.

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Visitar as Ilhas do Titicaca (Isla del Sol, Amantani, Ururos e Taquile) e me hospedar na casa das família nativas me mostrou que a felicidade está nas pequenas coisas.

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Ir a Macchu Pichu e ver no concreto o que homem é capaz de fazer com suas próprias mãos me fez acreditar que tudo é possível.

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O roteiro eu havia estudado antes de ir, mas acabou definindo-se apenas durante a viagem.

Roteiro

[BRASIL] – Joinville (carro) > Curitiba (avião) > [PARAGUAY*] Assunção > [BOLÍVIA] Santa Cruz de La Sierra (ônibus) > Sucre (ônibus) > Uyuny (carro alugado) > La Paz (ônibus) > Copacabana (ônibus) – Isla del Sol (barco) > Copacanaba (ônibus) > [PERU] Puno (ônibus) > Islas Ururos, Amantani e Taquile (barco) > Puno (ônibus) > Cusco (van e trem) > Águas Calientes (trem e van) > Cusco (ônibus)  > [BOLÍVIA] La Paz (ônibus)  > Santa Cruz de la Sierra (ônibus) > Puerto Quijarro (ônibus) > [BRASIL] Corumbá (ônibus) > Campo Grande (avião) > Curitiba (carro) > Joinville.

*apenas conexão

Daqui em diante vou publicar com mais detalhes cada trecho dessa (pequena) grande viagem.

Jéssica Juliana Commandulli

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