A hipocrisia de querer ser um sujeito ‘normal’

‘♪♫Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito “normal”
E fazer tudo igual

Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Um maluco total
Na loucura real♪♫

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Um dia eu já fui hipócrita e tentei ser uma sujeit(a) ‘normal’, mas a loucura é tão mais legal. Tentei ser a pessoa que os outros queriam que eu fosse, uma boa filha, boa namorada, boa neta, boa sobrinha, boa afilhada e tudo mais que você pode imaginar.

As pessoas na verdade querem que você seja o que elas querem e não quem você quer ser. Eu já fui essa pessoa que os outros queriam que eu fosse,  e olha eu era muito boa nisso. Mas devo admitir que eu me sentia presa aos títulos que eu ganhava, as coisas que as pessoas queriam que eu fizesse ou as atitudes que eles achavam que eu deveria ter. Eu era o que as pessoas construíram sobre mim e não o que eu realmente deveria ser construída por mim mesma.

Eu descobri que ser quem se é, é admirável. Eu sempre pesquiso um zilhão de coisas e nessas minhas buscas incessantes eu percebi que as pessoas admiram MUITO quem é realmente o que quer ser. Parece ser um triunfo tão grande ser/fazer o que fomos destinado. Sendo que não é justos sacrificarmos os nossos dias para sermos ou tentarmos ser aquele sujeito “normal” e fazer tudo igual na loucura real de agradar geral.

Conheço muita gente que tem o desejo de abandonar o emprego, chutar o balde, mudar de cidade, terminar o namoro, fazer uma tatuagem mas que não faz nada disso porque: “Ahh mas o que vão achar de mim?” “Quem eles vão pensar que eu sou!?” “Ah minha mãe vai infartar!” “Meu pai me mata se eu fizer isso!”.

Como assim? Quem eles vão pensar que eu sou? Os rótulos são algo tão natural na vida da gente que nós acabamos sendo apenas “rótulos” – moldados e colocados em uma prateleira. Chegamos a ser rotulado durante tanto tempo que simplesmente não sabemos quem somos. A mídia e as influências externas são tão, tão, tão, tão presentes nos nossos dias que as pessoas simplesmente não sabem, se gostam disso ou daquilo ou se fazem simples e puramente porque os amigos também o fazem.  Morar sozinha e me afastar de algumas influências antes tão presentes na minha vida me fez ver que eu não era aquela pessoa. Amarga, estúpida, chata, cheia de responsabilidades, preocupações desnecessárias, estressada e com um baita vazio interior que perambulava por  aí. Na verdade aquela era a ‘eu’ que haviam construído de mim.

♪♫Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo♪♫

Jéssica Juliana Commandulli

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